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Comparativo 8 min de leituraAtualizado em 20/07/2026

Alternativa ao GLPI: quando trocar o open source por um SaaS gerenciado

O GLPI é uma referência em ITSM aberto e gratuito, muito usado no Brasil — inclusive no setor público. Mas “gratuito” e “sem trabalho” não são a mesma coisa. Veja onde ele brilha e quando um SaaS gerenciado compensa.

Se você usa GLPI ou pensou em adotá-lo, provavelmente foi atraído pelo custo zero de licença e pela robustez do produto. Faz sentido. Este comparativo não vende a ideia de que o GLPI é ruim — ele não é. A pergunta certa é outra: quanto do seu tempo e da sua equipe você quer gastar sustentando a ferramenta, e quanto do escopo (monitoramento, remoto, prova) você precisa que já venha pronto.

O que é o GLPI

O GLPI (Gestionnaire Libre de Parc Informatique) é uma plataforma open source de gestão de serviços (ITSM) e de ativos (ITAM), escrita em PHP e distribuída sob licença GNU GPL. Mantida pela Teclib e por uma comunidade global, reúne help desk com SLA, inventário automático, CMDB, contratos e licenças numa só interface. É muito adotada no Brasil — e bastante presente no setor público — justamente por não cobrar licença por técnico ou por agente e por ter interface em português (o sistema suporta mais de 40 idiomas).

Onde o GLPI é forte

  • Núcleo gratuito, sem taxa por técnico ou por ativo cadastrado.
  • ITSM maduro e alinhado à ITIL: incidentes, requisições, mudanças, base de conhecimento e SLA/OLA.
  • Inventário automático com o GLPI Agent (sucessor do FusionInventory) e descoberta via SNMP, SSH e WinRM.
  • CMDB com relações entre ativos, serviços e usuários, além de estrutura multi-entidade.
  • Altamente customizável via plugins e API REST.

Onde as equipes sentem o limite

O modelo open source self-hosted transfere para você a responsabilidade de operar a plataforma. Isso é poder — e também é trabalho. As lacunas mais citadas na prática são:

  • Você hospeda e mantém tudo: servidor, banco (MySQL/MariaDB), atualizações, backups e correções de segurança. Sem isso, o “grátis” cobra em tempo e em risco.
  • Não faz monitoramento contínuo (RMM) nem visão/controle remoto de forma nativa — depende de plugins ou ferramentas separadas.
  • Não traz um modo forense com valor probatório (hash encadeado + carimbo de tempo) embutido.
  • Implantar bem (perfis, catálogos, automações, migração de agente) costuma exigir conhecimento interno ou consultoria.
  • Não nasce com um modelo de revenda white label para MSPs cobrarem a recorrência com a própria marca.

O que muda com o NetteN

O NetteN é um SaaS gerenciado: não há servidor nem banco para você hospedar, atualizar ou fazer backup — isso é conosco. E, na mesma plataforma, você tem o que normalmente exigiria várias ferramentas: descoberta e inventário automáticos, monitoramento, visão remota, Central de Tickets com SLA e o Modo Evidência (forense). Tudo em português, com foco em Brasil e LGPD, e com preços publicados em Real.

RecursoNetteNGLPI
Modelo de entregaSaaS gerenciado (nada a hospedar)Open source self-hosted (você opera)
Inventário e descobertaIncluído, automáticoIncluído (GLPI Agent + SNMP/SSH/WinRM)
Central de tickets / SLAIncluído (a partir do Professional)Incluído — é um dos focos do GLPI
Monitoramento contínuo (RMM)IncluídoNão nativo
Visão / controle remotoIncluídoNão nativo
Modo forense / valor probatórioIncluído (hash encadeado + carimbo de tempo)Não nativo
White label para MSPsSim — revenda com a sua marcaNão nativo
Manutenção de infraPor conta do NetteNPor conta da sua equipe
Idioma e suportePortuguês, foco em BrasilPortuguês (entre 40+ idiomas)

Comparação de modelo e escopo. O objetivo não é diminuir o GLPI, mas deixar claro o que muda ao sair de um open source self-hosted para um SaaS gerenciado.

Open source não quer dizer sem custo

No GLPI o custo se desloca da licença para a operação: infraestrutura, atualizações, backups, segurança e o tempo de quem sustenta tudo isso. Antes de comparar por preço de licença, compare o custo total — incluindo as horas da sua equipe.

Para quem cada um faz mais sentido

  • GLPI: equipes com maturidade e tempo para hospedar e manter a plataforma, que precisam sobretudo de ITSM e inventário e têm autonomia (ou consultoria) para operar.
  • NetteN: quem quer inventário, monitoramento, suporte e prova numa só plataforma, sem administrar servidor e banco — e MSPs que precisam revender com a própria marca.

Perguntas frequentes

Menos servidor para manter, mais TI sob controle

Crie sua conta e deixe a descoberta automática montar o inventário. Compare com o que você sustenta hoje.