Se você usa GLPI ou pensou em adotá-lo, provavelmente foi atraído pelo custo zero de licença e pela robustez do produto. Faz sentido. Este comparativo não vende a ideia de que o GLPI é ruim — ele não é. A pergunta certa é outra: quanto do seu tempo e da sua equipe você quer gastar sustentando a ferramenta, e quanto do escopo (monitoramento, remoto, prova) você precisa que já venha pronto.
O que é o GLPI
O GLPI (Gestionnaire Libre de Parc Informatique) é uma plataforma open source de gestão de serviços (ITSM) e de ativos (ITAM), escrita em PHP e distribuída sob licença GNU GPL. Mantida pela Teclib e por uma comunidade global, reúne help desk com SLA, inventário automático, CMDB, contratos e licenças numa só interface. É muito adotada no Brasil — e bastante presente no setor público — justamente por não cobrar licença por técnico ou por agente e por ter interface em português (o sistema suporta mais de 40 idiomas).
Onde o GLPI é forte
- Núcleo gratuito, sem taxa por técnico ou por ativo cadastrado.
- ITSM maduro e alinhado à ITIL: incidentes, requisições, mudanças, base de conhecimento e SLA/OLA.
- Inventário automático com o GLPI Agent (sucessor do FusionInventory) e descoberta via SNMP, SSH e WinRM.
- CMDB com relações entre ativos, serviços e usuários, além de estrutura multi-entidade.
- Altamente customizável via plugins e API REST.
Onde as equipes sentem o limite
O modelo open source self-hosted transfere para você a responsabilidade de operar a plataforma. Isso é poder — e também é trabalho. As lacunas mais citadas na prática são:
- Você hospeda e mantém tudo: servidor, banco (MySQL/MariaDB), atualizações, backups e correções de segurança. Sem isso, o “grátis” cobra em tempo e em risco.
- Não faz monitoramento contínuo (RMM) nem visão/controle remoto de forma nativa — depende de plugins ou ferramentas separadas.
- Não traz um modo forense com valor probatório (hash encadeado + carimbo de tempo) embutido.
- Implantar bem (perfis, catálogos, automações, migração de agente) costuma exigir conhecimento interno ou consultoria.
- Não nasce com um modelo de revenda white label para MSPs cobrarem a recorrência com a própria marca.
O que muda com o NetteN
O NetteN é um SaaS gerenciado: não há servidor nem banco para você hospedar, atualizar ou fazer backup — isso é conosco. E, na mesma plataforma, você tem o que normalmente exigiria várias ferramentas: descoberta e inventário automáticos, monitoramento, visão remota, Central de Tickets com SLA e o Modo Evidência (forense). Tudo em português, com foco em Brasil e LGPD, e com preços publicados em Real.
| Recurso | NetteN | GLPI |
|---|---|---|
| Modelo de entrega | SaaS gerenciado (nada a hospedar) | Open source self-hosted (você opera) |
| Inventário e descoberta | Incluído, automático | Incluído (GLPI Agent + SNMP/SSH/WinRM) |
| Central de tickets / SLA | Incluído (a partir do Professional) | Incluído — é um dos focos do GLPI |
| Monitoramento contínuo (RMM) | Incluído | Não nativo |
| Visão / controle remoto | Incluído | Não nativo |
| Modo forense / valor probatório | Incluído (hash encadeado + carimbo de tempo) | Não nativo |
| White label para MSPs | Sim — revenda com a sua marca | Não nativo |
| Manutenção de infra | Por conta do NetteN | Por conta da sua equipe |
| Idioma e suporte | Português, foco em Brasil | Português (entre 40+ idiomas) |
Comparação de modelo e escopo. O objetivo não é diminuir o GLPI, mas deixar claro o que muda ao sair de um open source self-hosted para um SaaS gerenciado.
Open source não quer dizer sem custo
No GLPI o custo se desloca da licença para a operação: infraestrutura, atualizações, backups, segurança e o tempo de quem sustenta tudo isso. Antes de comparar por preço de licença, compare o custo total — incluindo as horas da sua equipe.
Para quem cada um faz mais sentido
- GLPI: equipes com maturidade e tempo para hospedar e manter a plataforma, que precisam sobretudo de ITSM e inventário e têm autonomia (ou consultoria) para operar.
- NetteN: quem quer inventário, monitoramento, suporte e prova numa só plataforma, sem administrar servidor e banco — e MSPs que precisam revender com a própria marca.
